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Desenvolvimento mobile: como escolher a tecnologia mais adequada

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Até 2022, teremos mais de 5,7 bilhões de smartphones em todo o mundo. Essa projeção é da Cisco Visual Networking Index (VNI) e representa mais pessoas ligadas a um aparelho móvel do que com acesso a uma conta bancária ou telefone fixo. É por isso que pensar no desenvolvimento mobile é cada vez mais necessário para empresas que desejam se manter conectadas a seu público, seja ele interno ou externo.

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Porém, para obter sucesso neste desenvolvimento mobile, não basta apenas criar um aplicativo. É preciso avaliar questões como o comportamento dos usuário, o orçamento necessário e, principalmente, qual a tecnologia mais adequada para o projeto, como veremos a seguir.

Afinal, qual tecnologia eu escolho para o desenvolvimento mobile?

Pode ser que você pense: a melhor é aquela em que eu sei trabalhar. Mas não é bem assim que a coisa funciona. Para identificar a melhor tecnologia para o desenvolvimento mobile, é preciso detectar os pontos fracos e fortes de cada uma delas. E ainda, saber quais se adequam mais ao objetivo que o negócio espera atingir com a solução. Assim, é possível escolher entre tecnologias nativas ou híbridas a que melhor atende às necessidades. Para identificar isso, nada melhor do que primeiro conhecer o que caracteriza cada uma delas.

Tecnologias híbridas

São plataformas baseadas em apenas um código, ou seja, websites responsivos rodando com uma máscara de APP. Por causa disso, essa aplicação demora mais para responder já que roda dentro de um webview.

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Além disso, essas aplicações não possuem contato direto com as features do hardware do aparelho como câmera ou microfone. Essas conexões só são possíveis através de plugins. Assim, quando surgirem novos aparelhos com novas funcionalidades, o desenvolvedor depende da plataforma disponibilizar os plugins para utilizar a funcionalidade da sua aplicação.

Por outro lado, as tecnologias híbridas, como o IONIC, têm a seu favor o fato de serem amplamente difundidas. Por isso, é mais fácil encontrar profissionais no mercado de trabalho que desenvolvam a partir delas.

Quando usar tecnologias híbridas

Como já falamos, a escolha depende de vários fatores. De forma geral, podemos dizer que o cenário adequado para desenvolver com tecnologia híbrida é aquele em que os aplicativos precisam gerenciar dados com uma experiência do usuário simples, entregar um produto viável mínimo (MVP) para testar um produto, ou ainda para fazer a integração entre sistemas.

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Tecnologias nativas

Como já diz o nome, são plataforma nativas desenvolvidas com códigos próprios para cada aplicação, Android ou iOS. Elas respondem mais rápido do que as aplicações híbridas, pois já foram pensadas exclusivamente para esses dispositivos. Além disso, possuem conexão direta com os hardwares do dispositivo. Ou seja, basta haver a necessidade da câmera ou geolocalização, por exemplo, para poder desenvolver as funcionalidades.

Como é necessário o desenvolvimento de um código por aplicação, a equipe acaba dobrando seu tempo de envolvimento. Sem contar que esses profissionais são escassos no mercado, dificultando a contratação de mão de obra.

Quando usar as tecnologias nativas

O cenário ideal para desenvolver apps com tecnologias nativas é aquele em que são necessários soluções mais complexas e que precisam do hardware do aparelho com frequência. Ou ainda quando é exigido grande processamento de dados.

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React Native

Além das tecnologias anteriores, vale falarmos sobre React Native, um framework semelhante às híbridas. Ele utiliza um código baseado em JavaScript, que funciona como camada de desenvolvimento. Ao compilar a tecnologia, identifica o sistema operacional e gera componentes em uma forma de tradução. Ou seja, não utiliza webview, o que deixa a resposta da aplicação mais rápida, muito semelhante a de tecnologias nativas.

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Além disso, a comunidade do React Native é muito ativa. Isso ajuda na resolução de  problemas que possam ocorrer através de plugins, por exemplo. Se mesmo assim não houver acesso a um novo hardware, basta desenvolver os componentes para cada aplicação e passar a usá-lo dentro da tecnologia, sem precisar demandar de terceiros para resolver o problema. Melhor que isso, uma vez o componente desenvolvido, não será necessário desenvolvê-lo novamente, o que facilita a interatividade da comunidade como um todo.

Outro ponto positivo do React Native é que está entre o híbrido e o nativo. Assim, possibilita que somente um código seja desenvolvido para os dois sistemas operacionais. Salvo raras exceções. Seu único ponto negativo é que ainda não temos tantos desenvolvedores no Brasil e isso dificulta a captação de mão de obra.

Quando usar React Native

O React Native pode ser utilizado para ambos cenários citados acima. Isso porque consegue usufruir de menos tempo de desenvolvimento e mesmo assim responder como uma tecnologia nativa.

*Artigo escrito por Matheus de Oliveira, desenvolvedor da Kbase.

Imagens: Freepik

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