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Planejamento de TI: Gartner revela 12 tendências para 2022 e além

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Já estamos nos últimos meses do ano de 2021 🤯 dá para acreditar? Por mais que ainda tenha chão pela frente (e metas a serem batidas), a verdade é que já estamos de olho nas tendências e planejando 2022.

E para nossa sorte, a Gartner revelou as 12 tendências de tecnologia para serem exploradas em 2022 (e além 🚀).

As análises foram apresentadas no Gartner IT Symposium/Xpo Americas com informações que estão no relatório Top Strategic Technology Trends 2022.

TÓPICOS QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR AQUI:

TENDÊNCIAS 2021: O QUE ERA APOSTA? 

  • centrado nas pessoas
  • independente de local
  • entrega resiliente

TENDÊNCIAS 2022: NO QUE APOSTAR? 

  • confiança na engenharia
  • esculpindo mudanças 
  • acelerando o crescimento.

TENDÊNCIAS 2021: O QUE ERA APOSTA? 

Antes de entrar nas tendências do ano que vem, vamos relembrar o que era aposta para 2021 lá no final de 2020.

A Top Strategic Technology Trends 2021 – pesquisa realizada anualmente pela Gartner – foi dividida em três temas que se desdobram em três tendências cada.

Centrado nas pessoas (People Centricity)

  • Internet do comportamento (IoB – Internet of Behavior)
  • Experiência total (TX – Total Experience)
  • Computação para melhorar a privacidade (Privacy-enhancing)

Independente de local (Location Independence)

  • Nuvem distribuída (Distributed Cloud)
  • Operações em qualquer lugar (Anywhere Operations)
  • Segurança cibernética (Cybersecurity Mesh)

Entrega resiliente (Resilient Delivery)

  • Negócios inteligentes combináveis (Intelligent Composable Business)
  • Engenharia de Inteligência Artificial (AI Engineering)
  • Hiperautomação (Hyperautomation)

gartner tendências 2021

TENDÊNCIAS 2022: NO QUE APOSTAR?

Com o fim do ano à vista e planejamentos em andamento, o foco agora é pensar nas tendências de 2022 e identificar no que apostar. 

Segundo o vice-presidente da Gartner, David Groombridge: “é necessário criar bases técnicas escaláveis ​​e resilientes, cuja escalabilidade libere dinheiro para investimentos digitais. Esses imperativos formam os três temas das tendências deste ano: confiança na engenharia, esculpindo mudanças e acelerando o crescimento.”  

Assim, a pesquisa deste ano trouxe estes três temas com quatro tendências para cada um.

Confiança na Engenharia (Engineering trust)

Primeiramente, vem o tema que fala sobre confiança na engenharia. Afinal, o que é tecnologia sem confiança? 

O negócio digital requer uma base de TI resiliente e eficiente em seu núcleo. Sem uma base bem projetada, não há eficiência. 

A TI é responsável por projetar a confiança necessária nesse mundo conectado nas nossas primeiras quatro tendências, confira abaixo.

  • Malha de Dados (Data Fabric):

O valor dos dados nunca foi tão claro. Mas, muitas vezes, os dados permanecem isolados dentro dos aplicativos, o que significa que não estão sendo usados de forma tão eficaz quanto poderiam.

Por isso a malha de dados integra dados entre plataformas e usuários, tornando os dados disponíveis em todos os lugares em que for necessário.

“Em 2024, implantações de data fabric vão quadruplicar eficiência na utilização de dados enquanto reduz esforços humanos em tarefas de gerenciamento de dados.”

  • Segurança cibernética (Cybersecurity Mesh):

Os ativos de negócios digitais são distribuídos na nuvem e nos data centers. Com isso, abordagens de segurança tradicionais fragmentadas deixam as organizações abertas a violações.

Uma arquitetura de segurança cibernética fornece abordagem combinável à segurança baseada na identidade para criar um sistema escalonável e interoperável.

“Em 2024, as organizações que adotarem uma cibersegurança para integrar ferramentas podem reduzir o impacto financeiro de incidentes de segurança individuais em até 90%.”

  • Computação aprimorada de privacidade (Privacy-Enhancing):

As abordagens de computação aprimorada de privacidade (PEC) permitem que os dados sejam compartilhados através dos ecossistemas, criando valor, mas preservando a privacidade.

As abordagens variam, mas incluem criptografia, divisão ou pré-processamento de dados confidenciais para permitir que sejam tratados sem comprometer a confidencialidade.

“Em 2025, 60% das grandes organizações usarão uma ou mais técnicas de computação para aumento da privacidade em analises, inteligência de negócios e computação em nuvem.”

  • Plataformas Nativas da Nuvem (Cloud-Native Platforms)

As migrações de nuvem lift-and-shift (elevar e deslocar) se concentram em assumir cargas de trabalho legadas e colocá-los na nuvem. Porque essas cargas de trabalho não foram projetadas para nuvem, exigem muita manutenção e não tiram proveito dos benefícios.

Plataformas nativas da nuvem usam a elasticidade central e escalabilidade da nuvem para entregar um tempo de retorno mais rápido. Reduzem as dependências de infraestrutura e liberam tempo para se concentrar na funcionalidade do aplicativo.

“Em 2025, plataformas nativas da nuvem servirão como base para mais de 95% das iniciativas digitais.”

Esculpindo Mudanças (Sculpting Change)

Com a base confiável estabelecida, o próximo foco é nas tecnologias que permitam à organização dimensionar seus esforços de digitalização.

Mas a TI não pode acompanhar o ritmo das mudanças sozinha. Equipes de fusão – composta de TI e equipe de negócios – irá colaborar e conduzir inovação para digitalizar rapidamente o negócio. 

O trabalho da TI é fornecer as ferramentas para permitir que as equipes de fusão esculpem a mudança, como as próximas tendências vão mostrar.

  • Aplicativos Combináveis (Composable Applications)

Os aplicativos combináveis ​​são compostos de recursos de negócios empacotados (PBCs) ou objetos de negócios definidos por software. PBCs podem criar módulos reutilizáveis ​​que as equipes de fusão podem usar para criar aplicativos rapidamente, reduzindo tempo para o mercado.

“Em 2024, o design para novos SaaS e aplicativos personalizados serão “API-first” ou “API-only”, renderização SaaS tradicional e aplicativos personalizados como “legados”.”

  • Inteligência de decisão (Decision Intelligence)

Inteligência de decisão é uma pratica que melhora a tomada de decisão organizacional por decisões de modelagem através de uma estrutura.

Equipes de fusão podem gerenciar, avaliar e melhorar as decisões com base em aprendizados e feedback. Integrar dados, análises e IA permite a criação de decisões em plataformas de inteligência para apoiar, aumentar e automatizar decisões.

“Até 2023, mais de um terço das grandes organizações contarão com analistas praticando inteligência com modelagens de decisão.”

  • Hiperautomação (Hyperautomation)

A hiperautomação é uma abordagem orientada à negócios para identificar, entender e automatizar o maior número possível de processos. O que requer o uso orquestrado de múltiplas ferramentas e plataformas, incluindo RPA, plataformas de baixo código e ferramentas de mineração.

“Até 2024, gastos de hiperautomaação vão aumentar o custo total de propriedade 40 vezes, fazendo da governança adaptativa um diferencial no desempenho corporativo.”

  • Engenharia de Inteligência Artificial (AI Engineering)

Engenharia de IA é a disciplina de operacionalizar atualizações para modelos de IA, usando dados integrados, pipelines de modelo e desenvolvimento para entregar valor de negócio consistente. Combina atualização automatizada de gasodutos com forte governança de IA.

“Até 2025, 10% das empresas que estabelecerem melhores práticas de engenharia IA vão gerar pelo menos três vezes mais valor em seus esforços de IA do que 90% das empresas que não.”

Acelerando o crescimento (Accelerating Growth)

Quando a base e os blocos de construção são estabelecidos, é hora de se concentrar nas tendências de tecnologia que maximizam o valor do que a organização cria. 

Essas tecnologias exemplificam os multiplicadores da força de TI que irão ganhar negócios e participação no mercado

  • Empresa Distribuída (Distributed Enterprise)

A empresa distribuída surgiu de duas áreas distintas. De um lado, funcionários trabalhando remotamente como resultado do COVID-19 precisavam de diferentes ferramentas e maior flexibilidade. Por outro lado, os consumidores cada vez mais não estão disponíveis por vias físicas tradicionais. 

Se trata de uma arquitetura virtual e remota “first”, com abordagem para digitalizar pontos de contato do consumidor e construir experiências para apoiar produtos.

“Em 2023, 75% de organizações que explorarem os benefícios da empresa distribuída irão realizar crescimento da receita 25% mais rápido do que os concorrentes.”

  • Experiência Total (TX – Total Experience)

A experiência total unifica quatro disciplinas: experiência do cliente, experiência do usuário, experiência do funcionário e multiexperiência para criar uma melhor experiência para consumidores e funcionários. 

O objetivo é interconectar e aprimorar cada um deles para uma experiência geral mais holística para todas as partes interessadas.

“Em 2026, 60% das grandes empresas usarão total experiência na transformação de seus modelos de negócios.”

  • Sistemas Autônomos (Autonomic Systems)

Os sistemas autônomos são auto gerenciados e aprendem com seus ambientes. Além disso, modificam dinamicamente seus próprios algoritmos sem atualizações de software. Isso gera respostas rápidas à mudança, permitindo gerenciamento em escala de ambientes complexos. 

“Em 2024, 20% das organizações que vendem sistemas ou dispositivos autônomos passarão a exigir que clientes renunciem direito a indenizações relacionadas aos comportamentos aprendidos pelos produtos.”

  • Inteligência Artificial Generativa (Generative AI) 

A IA generativa aprende uma representação digital de artefatos a partir de dados de amostra e os usa para gerar artefatos novos, originais e realistas que mantêm uma semelhança com os dados de treinamento, mas não os repetem. Como resultado, a IA generativa pode ser um motor de inovação rápida.

“Em 2025, a IA generativa será responsável por 10% de todos os dados produzidos.”

gartner tendências 2022

Em conclusão, é possível perceber que as tendências para 2021 ganharam ainda mais força e o ano de 2022 será agressivo com relação a segurança cibernética, ciência e inteligência de dados, IA, experiência total, (hiper)automações e até mesmo mudanças de comportamento. 

Enfim, o desafio agora é entender as estratégias que fazem sentido para o momento da sua TI. Lembrando que o importante mesmo é não ficar para trás, então aproveitem os planejamentos e façam suas apostas. 

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